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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

E-BOOK DAS REVISTAS DO GRUPO LITERÁRIO A ILHA

O Grupo Literário A ILHA disponibiliza, aqui os linkes para leitura de algumas edições de suas revistas literárias: SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA, a revista do gênero  mais perene de Santa Catarina e talvez do Brasil, com 38 anos de circulação, e ESCRITORES DO BRASIL, com a terceira edição no prelo. Para o número 3 da revista ESCRITORES DO BRASIL ainda há espaço: quem quiser publicar, deve enviar email para revisaolca@gmail.com , que enviaremos as instruções.

SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA - edição 147 - Dez/2018:



SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA - edição 146 - Set/2018:



SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA - edição 145 - junho/2018:


SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA - Edição 144 - março/2018






ESCRITORES DO BRASIL - Edição 01 - Agosto/2018:



ESCRITORES DO BRASIL - Edição 02 - Nov/2018


 
 

LER MUDA O MUNDO

Artigo no jornal Diário da Manhã, de Goiânia, 18.12.18

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

LIVRO: O MELHOR RESENTE DE NATAL


       Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor – Cadeira 19 da Academia SulBrasileira de Letras, Fundador e Presidente do Grupo Literário A ILHA, com 38 anos de trajetória. http://lcamorim.blogspot.com.br
 
Estamos vendo, nos últimos tempos, grandes empresas entrando em falência e fechando. Pior, editoras e grandes livrarias estão fechando, um tanto em razão da crise econômica que atravessamos e outro tanto pela diversificação de tecnologias da leitura e de vendas. Vivemos uma revolução no formato do livro: e-book ou livro eletrônico, audio-livro. Vivemos uma revolução na maneira de vender livros: não se compra mais livros apenas nas livrarias, agora compramos livros em sites, em lojas virtuais, pela linternet, que entregam o livro em nossa casa.
Duas das maiores redes delivrarias brasileiras pediram recuperação judicial, com dívidas em torno de um bilhão de reais. Outras redes de livrarias estão tomando o lugar delas, mas a crise é mundial. Constata-se que a dificuldade é dos vendedores de livros e não dos compradores, pois o livro continua a ser comprado, até com uma discreta melhora na quantidade. E acredito que isto realmente esteja acontecendo, pois além do livro físico, impresso, os e-books e áudio-livros também estão vendendo. Então, parece que o contingente de leitores não está diminuindo, o que está está diminuindo é a quantidade de lojas físicas. Mas isso é uma pena, é grave.
A Câmara Brasileira do Livro contabiliza cerca de 1,4 mil empresas do gênero. Não há livrarias em 73% dos municípios brasileiros, e naqueles onde existem, a maioria está localizada no eixo Rio-São Paulo. 56% das livrarias brasileiras estão concentradas nas regiões Sul e Sudeste. O Nordeste fica com 15% do total, enquanto o Norte concentra apenas 3%.
Então, apesar de sermos um país onde ainda se lê pouco, o número de leitores não diminuiu, graças a Deus. Mas precisamos ler mais. Leitura é conhecimento, cultura, educação. Então, que tal ajudarmos, cada um de nós, que já somos leitores, a dar uma ajuda, fazer um pouquinho de nada, que cada um fazendo a sua parte, o todo pode mudar, e muito? Podemos dar livro de presente, neste Natal. Que tal entrarmos nessa campanha e incentivarmos que nossos amigos e nossos familiares dêem livros de presente? Seria uma boa iniciativa para que mais uma livraria não fechasse perto de nós, na nossa cidade, no nosso Estado.
Vamos comprar livros para dar de presente? Além de incentivar a leitura, que é uma coisa importantíssima, estaremos colaborando para que não fechem mais livrarias. Vamos dividir essa ideia. Vamos compartilhar essa ideia. Vamos colocar em prática essa ideia. Todos nós conhecemos pessoas que gostam de ler, mas não compram livros porque não podem. Podemos conquistar novos leitores, também. Então mãos à obra. Aos livros!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA - 38 ANOS DE CIRCULAÇÃO

Está no ar a edição de dezembro da revista SUPLEMENTO LITERÁRIO A ILHA, do Grupo Literário A ILHA. Assuntos como "Adélia Prado: Escrever é fantástico!", "Lançada a antologia POETAS DA AILHA", "Machado de Assis: Crítica e renovação do fazer literário", "Um novo Cristo: E se fosse Verdade?" e muita poesia, muita prosa e informação literária e cultural.
O Suplemento Literário A ILHA é a publicação literária mais perene que existe, circulando há 38 anos ininterruptamente.
Leia em


 

O BRASIL TEM SUA ÁRVORE DE NATAL

Por Luiz Carlos Amorim - Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 38 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. http://lcamorim.blogspot.com.br

  Nossa primavera se aproxima do fim, o verão está chegando. O calor está aumentando, as chuvas também, e as flores do jacatirão nativo já explodiram em cores e até o manacá-da-serra, o jacatirão de inverno, ainda está florescido, em sua segunda ou terceira florescência. Fui, há poucos dias, para o norte do Estado e vi as matas à beira das rodovias em Joinville, São Francisco, Joinville, Corupá, Jaraguá do Sul, ponteadas por várias ilhas de vermelho. São os pés de jacatirão nativo, que começaram a florescer no início deste mês de novembro e vão até janeiro, espalhando matizes de vermelho por todos os caminhos, por encostas e montanhas.
É a natureza anunciando o verão, enfeitando nossos dias mais quentes e avisando que o Natal e o Ano Novo estão próximos. Que a festa maior da cristandade está chegando, que um Menino mágico vai nascer para nós mais uma vez e, por isso ela, a natureza, começa a festejar bem cedo, para que não esqueçamos de festejar também. Para que não nos esqueçamos de dar as boas vindas ao Menino que vem para o nosso renascimento.
A simplicidade e a singeleza do jacatirão, que traduzem toda a natureza que nos cerca, não lhe tiram a beleza e a importância de ser ele o arauto do Menino de Belém, que nos dá o supremo privilégio de nascer em nossos corações em mais este Natal.
Algumas pessoas, cegas de coração, olham mas não veem o jacatirão florido, a sua belíssima florescência. Não veem também o ipê, que acabou de florescer, iluminando nossas ruas com ilhas douradas e o chão com tapetes de luz. Essas pessoas não veem também os jacarandás, que, nesta época, estão carregados de flores azuis e colore praças e jardins, espalhando céu pelo chão e pelo verde, ao mesmo tempo que o jacatirão tinge as matas de vermelho.    
E é preciso olhar e ver, como bem disse Cecília Meireles, em A Arte de Ser Feliz. Somos filhos da terra, como as árvores, como os animais, irmãos gêmeos da natureza. E precisamos amar e respeitar as árvores, o verde, porque sem eles não seríamos nada. As árvores nos fornecem madeira, nos fornecem alimentos, purificam o ar para nós, seres humanos. E enfeitam o mundo, com as suas cores, para lembrar-nos que o Natal está chegando, que um novo ano vai começar. Portugal tem a sua árvore de Natal, o azevinho. Nós temos a nossa árvore de Natal, o jacatirão.